10 de maio de 2017

Experiência na Amazônia

Por Ir. Ronivom Luiz da Silva, fms (Marista)

Entre os dias 06 e 17 de abril de 2017, tive a oportunidade de participar, juntamente com o Grupo das Novas Gerações da CRB (Conferência dos Religiosos do Brasil), da "III Missão Amazônia" na região das Ilhas do Pará, mas que fazem parte da Diocese de Macapá-AP. 

Ao olhar para aquela imensidão, quantidade incontável de litros de água, tive uma pequena visão da grandeza daquele Rio. Era realmente um vasto mundo de águas e florestas que deixa o expectador sem palavras e muita ação. 

Chegando em Macapá, tivemos uma pequena formação sob o contexto geográfico, social e político da região, e, na perspectiva da missão, fomos divididos em pequenos grupos e enviados. Eu, a Ir. Francisca, (F.C) e Ir. Samuel, (FSC) fomos em três missionários para o setor Araras, distante três horas do Porto de Santana de "Catraia" (Tipo de embarcação muito usado na região), lá, tivemos a oportunidade de visitar 11 comunidades, todas banhadas por igarapés do Rio Amazonas. E chegando na primeira comunidade ribeirinha, percebemos o quão seria diferente a vivência daqueles dias no bioma Amazônia. 

Era a nossa primeira experiência em comunidades ribeirinhas. Em cada espaço, uma recepção calorosa e afetiva das pessoas daquela região. E como foi bom sabermos que estávamos sendo aguardados a algum tempo. Tudo era novidade, desde o transporte, as moradias e a alimentação. Minha maior preocupação era dormir em rede, mas tornou-se irrisório diante de tantas novidades. 

E assim, amanhecemos a primeira vez no meio a esse bioma. Cada manhã, uma comunidade diferente, uma casa nova nos esperávamos. Famílias foram visitadas e fizemos celebrações nas igrejas. Em quase todas as famílias tivemos a oportunidades de sentar, escutar histórias felizes e outras difíceis, mas em quase toda a sua totalidade, os enredos eram de superação, na qual, aquele rio com algumas correntezas fortíssimas não era capaz de engolir e nem suprimi-las. 

A maresia que auxilia no transporte, levam e trazem mais do que alimentos e pessoas, pois ela movimenta sonhos. Talvez seja por isso que aquele povo, com traços simples e acolhedores moram na maior bacia hidrográfica do mundo, tendo também em seu quintal um grande paraíso diante de tantas diversidades e formas de vida do bioma amazônico. 

Que povo de fé! Cada história revelava um olhar panorâmico e de superação daquele lugar. Nos causos aparecia picadas de cobras; falta de professores nas escolas; fraturas e machucados devido a quedas de pés de açaí; lenda do boto e etc... Essa fé revelava vida em movimento, pois a "labuta" começa muito cedo, tanto no trabalho, como no manejo e colheita do açaí, também na vida conjugal. Assim, cada ilha vai se tornando pequenos clãs, constituição de família, onde um ajuda o outro. 

Enfim, como foi bom experienciar essa vivência junto aos povos ribeirinhos. Muitos aprendizados estarão agregados a minha vida para sempre, tendo a certeza também que deixei um pouco de mim naqueles espaços sagrados. Assim, a missão continua acontecendo em nossa vida, pois como diz Isaías 52,7 "Como são belos os pés daqueles que anunciam boas-novas, que proclama a paz, que trazem boas notícias" (...).





3 comentários:

  1. lindo texto !Que Deus abençoe vocês sempre nessa caminhada.Aprendemos muito com vcs...obrigada por cada palavra e gesto de carinho!

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    1. Obrigado. Foi uma experiência realmente transformadora.

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  2. Muito obrigada Ir. Ronivom por compartilhar elementos tão significativos de sua existência missionaria. Que Deus lhe abençoe sempre para que onde passares as pessoas sintam o bem que fazes.

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