12 de maio de 2017

Sudestão: Sacramento da Novidade para a Vida Religiosa Consagrada!

Somos #NovasGerções

Sacramento da Novidade para a Vida Religiosa Consagrada!

Há aqui um menino com cinco pães e dois peixinhos; mas o que é isto para tanta gente? (Jo 6,9).


Aconteceu entre os dias 28 e 30 de abril de 2017 o Seminário das Novas Gerações da Região Sudeste, no Centro de Formação Vicentina, em Belo Horizonte/MG. Estiveram presentes jovens religiosos (primeiros votos e até dez anos de votos perpétuos) com o intuito de interagir, partilhar a vida e construir caminhos comuns de protagonismo na missão da Igreja e da Sociedade. 

No seminário, os jovens religiosos, puderam aprofundar sua opção de vida como Sacramento e Novidade para um mundo que deseja vida, amor, paz e esperança. Nas explanações refletimos: “o que precisa ser explicado deixa de ser sacramento”. 

As diversas rodas de conversa com os temas: Igreja em saída; Comunidade: lugar do perdão e da festa; Protagonismo feminino; Afetividade e sexualidade; Laicato: companheiras e companheiros na missão; Oikoumene: cultivar uma ecologia integral na sociedade do “bem viver” acenderam luzes de esperança para resolverem conflitos e dialogar as tendências que matam, destroem e deturpam a vida. 

Coroaram este tempo com dança, alegria, dinâmicas e apresentações de diversas culturas. 

Enviados para suas comunidades as novas gerações levam consigo rostos esperançosos, sorrisos, sonhos e desejos de seguir em frente recordando a experiência dos discípulos de Jesus que dizem: Há aqui um menino com cinco pães e dois peixinhos; mas o que é isto para tanta gente? (Jo 6,9).





10 de maio de 2017

Experiência na Amazônia

Por Ir. Ronivom Luiz da Silva, fms (Marista)

Entre os dias 06 e 17 de abril de 2017, tive a oportunidade de participar, juntamente com o Grupo das Novas Gerações da CRB (Conferência dos Religiosos do Brasil), da "III Missão Amazônia" na região das Ilhas do Pará, mas que fazem parte da Diocese de Macapá-AP. 

Ao olhar para aquela imensidão, quantidade incontável de litros de água, tive uma pequena visão da grandeza daquele Rio. Era realmente um vasto mundo de águas e florestas que deixa o expectador sem palavras e muita ação. 

Chegando em Macapá, tivemos uma pequena formação sob o contexto geográfico, social e político da região, e, na perspectiva da missão, fomos divididos em pequenos grupos e enviados. Eu, a Ir. Francisca, (F.C) e Ir. Samuel, (FSC) fomos em três missionários para o setor Araras, distante três horas do Porto de Santana de "Catraia" (Tipo de embarcação muito usado na região), lá, tivemos a oportunidade de visitar 11 comunidades, todas banhadas por igarapés do Rio Amazonas. E chegando na primeira comunidade ribeirinha, percebemos o quão seria diferente a vivência daqueles dias no bioma Amazônia. 

Era a nossa primeira experiência em comunidades ribeirinhas. Em cada espaço, uma recepção calorosa e afetiva das pessoas daquela região. E como foi bom sabermos que estávamos sendo aguardados a algum tempo. Tudo era novidade, desde o transporte, as moradias e a alimentação. Minha maior preocupação era dormir em rede, mas tornou-se irrisório diante de tantas novidades. 

E assim, amanhecemos a primeira vez no meio a esse bioma. Cada manhã, uma comunidade diferente, uma casa nova nos esperávamos. Famílias foram visitadas e fizemos celebrações nas igrejas. Em quase todas as famílias tivemos a oportunidades de sentar, escutar histórias felizes e outras difíceis, mas em quase toda a sua totalidade, os enredos eram de superação, na qual, aquele rio com algumas correntezas fortíssimas não era capaz de engolir e nem suprimi-las. 

A maresia que auxilia no transporte, levam e trazem mais do que alimentos e pessoas, pois ela movimenta sonhos. Talvez seja por isso que aquele povo, com traços simples e acolhedores moram na maior bacia hidrográfica do mundo, tendo também em seu quintal um grande paraíso diante de tantas diversidades e formas de vida do bioma amazônico. 

Que povo de fé! Cada história revelava um olhar panorâmico e de superação daquele lugar. Nos causos aparecia picadas de cobras; falta de professores nas escolas; fraturas e machucados devido a quedas de pés de açaí; lenda do boto e etc... Essa fé revelava vida em movimento, pois a "labuta" começa muito cedo, tanto no trabalho, como no manejo e colheita do açaí, também na vida conjugal. Assim, cada ilha vai se tornando pequenos clãs, constituição de família, onde um ajuda o outro. 

Enfim, como foi bom experienciar essa vivência junto aos povos ribeirinhos. Muitos aprendizados estarão agregados a minha vida para sempre, tendo a certeza também que deixei um pouco de mim naqueles espaços sagrados. Assim, a missão continua acontecendo em nossa vida, pois como diz Isaías 52,7 "Como são belos os pés daqueles que anunciam boas-novas, que proclama a paz, que trazem boas notícias" (...).





Roda de Conversa em Lages/SC

No dia 15 de abril em Canoinhas o grupo de Lages esteve reunido e na ocasião puderam estar realizando a Roda de Conversa com a pesquisa sobr...